- Ouvi na minha aula de Química e achei melhor verificar... não sei se a tua professora também vos disse, mas eu quis ter a certeza - não vá ela enganar-me, não é verdade Zé? Então depois das aulas fui ao empreiteiro, aquele lá da esquina, o que também é electricista!
- Já estou a ver! Mas diz lá...
- Então, quando lá cheguei pedi uma máquina do tempo! E, não é, que ele se riu? Olha, mas que anormal!
- Ah! Ah! Ah!
- Tu também Zé?
- Não, não! Diz lá!
- Bem, lá o convenci a fazer-me uma, mas exigi que fosse vermelha e ele deu-ma!
- Como era?
- Vermelha Zé!
- Oh! Está bem! Mas afinal o que querias descobrir?
- Calma, tudo com calma! Sentei-me ao volante...
- Era como um carro?!
- Não, como uma trotinete! Claro, Zé, se ia viajar no Tempo ia como queria!
- Ah!
- Então pus no destino - ANO DOS DINOSSAUROS! E parei mesmo LÁ...
- UAU!
- Eu não confiei muito no empreiteiro que também é electricista, mas afinal!! Fui lá e perguntei a um dinossauro-professor: "qual é a constituição da atmosfera de agora?" e ele quase que me comia as pernas...! Não devia falar português! Depois fui a uma professora e expliquei-lhe a minha situação - queria ver se a professora de química estava certa!
- E estava?
- Respondeu-me H2O, CO2, N2, CH4 e NH3.
- Ah?!
- Também fiquei assim e ela ajudou-me a perceber! Disse que o H2O é o vapor de água, CO2 é o dióxido de carbono, N2 o azoto, CH4 é o metano e NH3 é o amoníaco! Tal e qual a professora de química lá da escola!
- Tó, a professora fez a viagem primeiro que tu!
- Parece que sim....!
O Tó fica triste e o Zé a rir-se!
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Imaginação leva-me para...
Imaginação leva-me para ali
O ali, transporta-me para aqui
E depois de alguém me sugar para além
A minha mente desvanecia-se por aí!
O meu sonho leva-me aqui
Onde não há derrames de destinos
Onde nos podemos cingir a viver
Respirar e nada mais
Há aquele Universo alternativo
Em que se vê os futuros e os laços criados
Naquele céu que só tu olhas
Aquela nascente que só tu tens
Os meus olhos, mais reais
Contradizem a imaginação
Mostram-me a marginalidade
E as dificuldades...
Em cooperação,
Os meus olhos e a minha imaginação
Mostram as dificuldades, os becos
E as saídas, e só assim consegues ser mais do que nada!
E não paramos com esta roda viva,
Onde imaginamos de dia e de noite
E onde os nossos olhos cruelmente
Nos trazem apenas para este lado!
E nunca, te deixes ficar
Meramente pelos teus olhos
Jamais, jamais te deixes ficar
Apenas pelos teus olhos
Felicita-te, e ouve o que vem de dentro de ti!
A imaginação, imaginação essa que liga
Ali, aqui, além e vaqueias, permanentemente, por aí!
O ali, transporta-me para aqui
E depois de alguém me sugar para além
A minha mente desvanecia-se por aí!
O meu sonho leva-me aqui
Onde não há derrames de destinos
Onde nos podemos cingir a viver
Respirar e nada mais
Há aquele Universo alternativo
Em que se vê os futuros e os laços criados
Naquele céu que só tu olhas
Aquela nascente que só tu tens
Os meus olhos, mais reais
Contradizem a imaginação
Mostram-me a marginalidade
E as dificuldades...
Em cooperação,
Os meus olhos e a minha imaginação
Mostram as dificuldades, os becos
E as saídas, e só assim consegues ser mais do que nada!
E não paramos com esta roda viva,
Onde imaginamos de dia e de noite
E onde os nossos olhos cruelmente
Nos trazem apenas para este lado!
E nunca, te deixes ficar
Meramente pelos teus olhos
Jamais, jamais te deixes ficar
Apenas pelos teus olhos
Felicita-te, e ouve o que vem de dentro de ti!
A imaginação, imaginação essa que liga
Ali, aqui, além e vaqueias, permanentemente, por aí!
2009/2010
Tenho uma janela...
Tenho uma janela
Que dá para ti
Futuro inovador
Alma sonhadora
Tenho uma janela
Que dá para ti
Asa voante
Sonho paradísiaco
Tenho uma janela
Que dá para ti
Chama do futuro
Fósforo do presente
Tenho uma janela
Que dá para ti
Tens uma janela
Que dá para mim?
Que dá para ti
Futuro inovador
Alma sonhadora
Tenho uma janela
Que dá para ti
Asa voante
Sonho paradísiaco
Tenho uma janela
Que dá para ti
Chama do futuro
Fósforo do presente
Tenho uma janela
Que dá para ti
Tens uma janela
Que dá para mim?
Março, 2009
Camões, Luis Vaz de Camões
Meus contemporâneos, escritores do futuro:
Eu, Luís Vaz de Camões nasci, ora, não me lembro bem onde mas... oh! sim, deve ser isso, Lisboa! E a data? Por volta de 1524, quase que podia jurar! Estou mesmo esquecido, que embaraço... hoje é dia 10 de Junho de 1580, imagino que no futuro saibam que eu hoje não estou muito bem!
Bom, esta carta pode ser a última que eu escrevo e, pelo que leio, uma carta bastante diferente das minhas usuais cartas. Vou desabafar o que ando a sentir, como me andam a tratar depois de tudo o que eu fiz. Eu digo-vos, posso, não posso?
Então foi assim: depois de eu ter estudado Humanidades no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, oh! que bons tempos!... e depois de ter ido para a Índia, bem, eu sei, eu sei, que a razão porque lá fui não foi exactamente a melhor - uma rixa... Que fui eu fazer? Pronto, mas ainda bem! Acabei por viver em Goa e escrever algumas coisas até que, em 1569, voltei a Portugal, onde escrevi uma obra que ninguém, ou pelo menos, poucos lhe dão valor, peço-vos: leiam-na! "Os Lusíadas" dedicada a D. Sebastião. Depois de "Os Lusíadas", "El- Rei Seleuco", "Auto de Filodemo", "Anfitriões" e "Rimas" estou eu aqui, pobre, doente, esperando a morte sem reconhecimento, sem justiça! Eu, EU, Luís Vaz de Camões, o pobre, o doente? Não! O POETA!
Espero que vós, gentes do futuro, sejais mais reconhecedores e que a arte não morra pobre e doente, como eu, que pouco mais estarei neste Mundo, neste país que não me apoiou...
Eu, Luís Vaz de Camões nasci, ora, não me lembro bem onde mas... oh! sim, deve ser isso, Lisboa! E a data? Por volta de 1524, quase que podia jurar! Estou mesmo esquecido, que embaraço... hoje é dia 10 de Junho de 1580, imagino que no futuro saibam que eu hoje não estou muito bem!
Bom, esta carta pode ser a última que eu escrevo e, pelo que leio, uma carta bastante diferente das minhas usuais cartas. Vou desabafar o que ando a sentir, como me andam a tratar depois de tudo o que eu fiz. Eu digo-vos, posso, não posso?
Então foi assim: depois de eu ter estudado Humanidades no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, oh! que bons tempos!... e depois de ter ido para a Índia, bem, eu sei, eu sei, que a razão porque lá fui não foi exactamente a melhor - uma rixa... Que fui eu fazer? Pronto, mas ainda bem! Acabei por viver em Goa e escrever algumas coisas até que, em 1569, voltei a Portugal, onde escrevi uma obra que ninguém, ou pelo menos, poucos lhe dão valor, peço-vos: leiam-na! "Os Lusíadas" dedicada a D. Sebastião. Depois de "Os Lusíadas", "El- Rei Seleuco", "Auto de Filodemo", "Anfitriões" e "Rimas" estou eu aqui, pobre, doente, esperando a morte sem reconhecimento, sem justiça! Eu, EU, Luís Vaz de Camões, o pobre, o doente? Não! O POETA!
Espero que vós, gentes do futuro, sejais mais reconhecedores e que a arte não morra pobre e doente, como eu, que pouco mais estarei neste Mundo, neste país que não me apoiou...
Boa arte, sorte, vida e obras, sejam grandes, sejam Portugueses, sejam reconhecidos e reconhecidores,
Luís Vaz de Camões, o Poeta
Apresentação
Caros leitores (as),
Sou a Rita! Criei este blog exclusivamente para publicar textos da minha autoria, os quais espero que leiam!
Sou a Rita! Criei este blog exclusivamente para publicar textos da minha autoria, os quais espero que leiam!
Saudações, Rita
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